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Contaste os meses da sua gravidez, e sabes o tempo do seu parto?

Encurvam-se para darem à luz a sua cria, e (assim) se livram das suas dores.

Tornam-se vigorosos os seus filhos, crescem nos campos, saem, e não voltam para junto delas.

Vagueia pelos montes onde pasta, anda buscando tudo o que está verde.

Acaso prendê-lo-ás ao teu arado para lavrar, ou será ele que atrás de ti quebra os torrões dos teus vales?

Porventura terás confiança na sua grande força, e lhe deixarás o cuidado da tua lavoura?

Porventura fiarás dele que te torne o que semeaste, e que te encha a tua eira?

Ele abandona por terra os seus ovos, deixa-os aquecer sobre a areia,

Não pensando que algum pé lhos pisará, ou que algum animal do campo lhos quebrará.

É cruel com seus filhos, como se não foram seus, e não se inquieta com que seja (possa ser) vã a sua fadiga.

Deus negou-lhe a sabedoria, não lhe deu inteligência.

Mas, quando chega a ocasião, levanta ao alto o voo, e faz zombaria do cavalo e do cavaleiro.

Ri-se do medo, nada o aterra, não retrocede diante da espada.

Sobre ele fará ruido á aljava, cintilará a lança e o escudo;

Espumando e relinchando (como que) devora a terra, e não faz caso do som da trombeta.

Ouvindo o clarim, (como que) diz: Avancemos! Fareja de longe a batalha, a exortação dos capitães e o alarido do exército.

Acaso o açor levanta o voo pela tua sabedoria, estendendo as suas asas para o meio-dia?

Mora nos rochedos, aí passa a noite, nos penhasco escarpados, no alto das rochas inacessíveis.

Dali espreita a sua presa; os seus olhos descobrem muito ao longe.

Os seus filhinhos chupam o sangue, e ela, onde houver carne morta, logo se encontra.