Advocatum habemus apud Patrem, Iesum Cristum iustum — “Temos por advogado para com o Pai a Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo 2, 1)
II. Ó! Quanto Vos devo, meu doce Redentor! Se não houvésseis pedido por mim, em que desesperada posição me achara! Graças Vos dou, ó meu Jesus; as vossas orações me obtiveram o perdão dos meus pecados, e me alcançarão também, assim o espero, a perseverança até a morte. Vós rogastes por mim: agradeço-Vos de todo o coração; mas peço-Vos que não deixeis de rogar por mim. Sei que, no céu, intercedeis ainda em nosso favor: Advocatum habemus Iesum Cristum— “Temos por advogado a Jesus Cristo”. Sei que continuais a interceder por nós: Qui etiam interpellat pro nobis (1) — “O que também intercede por nós”.
Continuai, pois, a orar, ó meu Jesus; orai, porém, mais particularmente por mim, que tenho maior necessidade das vossas orações. Confio que, em atenção aos vossos merecimentos, já Deus me perdoou; mas como tenho caído tantas vezes, posso cair de novo. O inferno não deixa e não deixará nunca de me tentar, para me fazer novamente perder a vossa amizade. Ah, meu Jesus! Vós sois a minha esperança, Vós me deveis dar a força para resistir; a Vós a peço, de Vós a espero.
Mas não me contento com a graça de não cair mais; desejo também a graça da muito Vos amar. Já se vem aproximando a minha morte. Se eu morresse agora, espero, sim, que me havia de salvar; mas amar-Vos-ia pouco no paraíso, porque até hoje pouco Vos amei. Quero amar- Vos muito pelo restante da minha vida, para muito Vos amar na eternidade. Ó Maria, minha Mãe, rogai também por mim a Jesus; as vossas orações são onipotentes com este divino Filho que tanto vos ama. Desejais tão ardentemente vê-lo amado e pedi-lhe me dê um grande amor à sua bondade, e este amor seja um amor constante e eterno.
(1) Rm 8, 34.