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King Herod Antipas, mid-30s, seated on a simple wooden stool in a dim stone antechamber of his palace, leaning forward with his head bowed and hands clasped tightly, a troubled and uneasy expression on his face. Through an iron-barred opening in the wall beside him, John the Baptist, gaunt, bearded, wearing rough camel-hair clothing, stands in his prison cell speaking with a raised hand, his face lit and resolute. A single oil torch on the wall between them casts flickering orange light, leaving the rest of the chamber in shadow.

Herodes Gostava de Ouvir João

Marcos registra um detalhe incômodo. Herodes mandaria decapitar João, e antes disso "gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava" (Mc 6,20).

Ninguém mata João Batista de uma vez. Primeiro se acostuma a ouvir a verdade sem obedecer a ela. Herodes escutava, ficava constrangido, e continuava com a mulher do irmão. No banquete, com a promessa jurada diante dos oficiais da Galileia, já não teve coragem de desdizer. "O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar" (Mc 6,26). Podia. Não quis pagar o preço diante dos convidados.

Existe missa que se ouve assim. Você sai tocado, reconhece o pecado pelo nome, e na terça a mesa pesa mais que a consciência. Os antigos chamavam isso de respeito humano.

Jeremias recebeu ordem contrária. Levanta-te, põe o cinto, fala tudo o que eu te mandar, não tenhas medo deles (Jr 1,17-19). Deus lhe prometeu muro de bronze contra reis e sacerdotes. João morreu com essa coluna de ferro dentro. Herodes guardou a reputação e perdeu o único homem que lhe dizia a verdade.

Leituras de hoje: Jeremias 1,17-19Salmo 70(71)Marcos 6,17-29

Memória do martírio de João Batista. Herodes ouvia o profeta com gosto e cedeu ao respeito humano no banquete, enquanto Jeremias recebe coragem de coluna de ferro.

Fontes desta publicação:Liturgia do dia