Santo do Dia
14d
SS. Júlio e Aarão — Dois Nomes Que Sobreviveram Onde Milhares Se Perderam
De toda a Bretanha romana, sob as perseguições de Diocleciano por volta do ano 304, só três nomes de mártires chegaram até nós. Alban foi o primeiro. Depois Júlio e Aarão, dois cristãos de Caerleon, a cidade das legiões. Aarão foi preso e submetido a tortura atrás de tortura para que renegasse a fé. Não renegou. Morreu com Júlio, e a memória dos dois quase se apagou. Só um monge chamado Gildas, três séculos depois, os registrou em poucas linhas.
Pense em quantos morreram ao lado deles sem que ninguém guardasse o nome. A fidelidade de Júlio e Aarão não dependia de ser lembrada. Eles foram fiéis no escuro, sem saber que sobreviveriam à história.
Essa é a virtude mais difícil hoje, quando tanta coisa só parece valer se alguém vê. O bem que você faz sem testemunha, a oração de madrugada, o cuidado que ninguém reconhece, está guardado onde importa. "Alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos céus" (Lc 10,20).
Júlio e Aarão, mártires de Caerleon sob Diocleciano (c. 304), estão entre os únicos três mártires nomeados da Bretanha romana — exemplo de fidelidade que não depende de ser lembrada.