Quando a Igreja marcava as horas do dia com o sino, a comunidade parava três vezes para rezar o Ofício de Nossa Senhora. Às três da tarde, a hora chamada Nona, nós lembrávamos que Cristo ainda estava na cruz, cumprindo até o fim a vontade do Pai.
Esta oração nos coloca diante da Virgem soberana, aquela que permaneceu de pé ao lado do Filho. Quando invocamos Seu valor contra o inimigo, não estamos falando de força humana — falamos da força de quem disse sim a Deus mesmo sem entender tudo.
O hino lembra figuras do Antigo Testamento: Judite que venceu o general inimigo, Davi que derrubou gigantes, Raquel que gerou José no Egito. Todas essas histórias apontam para Maria, que nos deu o Salvador.
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com o vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em três Pessoas, agora e para sempre, e sem fim. Amém.
Deus vos salve, cidade de torres guarnecida, de Davi, com armas bem fortalecida. De suma caridade sempre abrasada, do dragão a força foi por Vós prostrada.
A mulher tão forte! A invicta Judite! Que Vós alentastes o sumo Davi! Do Egito o curador, de Raquel nasceu: Do mundo o Salvador Maria no-Lo deu.
Toda é formosa minha companheira, nela não há mácula da culpa primeira.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração, toquem o Vosso peito os clamores meus.
Santa Maria, Rainha dos céus, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais nem desprezais; ponde, Senhora, em mim os olhos de Vossa piedade e alcançai-me de Vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu que agora venero com devoção a Vossa santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, por mercê do Vosso benditíssimo Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina para sempre. Amém.