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Descida do Espírito Santo

Pessoa jovem ajoelhada em oração diante de crucifixo na parede, mãos unidas, expressão de entrega e paz

Como Responder a Tanto Amor

Santo Afonso faz a pergunta que deveria nos atravessar: "Ó Deus, que podíeis dizer e fazer mais, para me por na necessidade de Vos amar? Se um dos meus servos houvesse somente desejado morrer por mim, teria ele adquirido o meu amor; e poderei viver sem Vos amar de todo o meu coração?"

A resposta está na oração que ele nos ensina: "Ó meu amabilíssimo Redentor, não quero mais resistir às finezas do vosso amor; eu Vos dou todo o meu amor. Entre todas as coisas, Vós sois e haveis de ser sempre o único bem amado de minha alma."

Hoje, diante de cada cruz que encontrarmos, lembremos que Jesus a desejou ardentemente por amor a nós. Que esta certeza nos faça parar de resistir ao seu amor e nos entregar completamente a ele. Peçamos a Maria, que esteve ao pé da cruz, que nos fortaleça nesta entrega total.

Post 3 de 3, baseado na meditação "Desejo de Jesus de sofrer por nós" de Santo Afonso Maria de Ligório.

Terceira reflexão com aplicação prática sobre como corresponder ao amor ardente de Cristo

Fontes desta publicação:Meditação
Jesus caminhando determinadamente em direção ao Jardim das Oliveiras à noite, silhueta contra lua, expressão serena mas resoluta

Quando o Amor Se Une à Onipotência

Santo Afonso nos ensina algo impressionante: "na Paixão de Jesus a onipotência divina se uniu com o amor. O amor quis amar o homem com toda a extensão da onipotência e a onipotência quis secundar o amor em toda a extensão de seu desejo."

Foi por isso que Jesus não esperou passivamente pelos soldados. Na noite da traição, sabendo que Judas se aproximava, ele mesmo disse aos discípulos: "Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que me entregará". Como quem vai ao encontro não de um suplício, mas da posse de um grande reino.

Até na cruz, quando disse "Tenho sede", Santo Tomás e São Lourenço Justiniano explicam que manifestava menos a sede do corpo e mais o desejo ardente de padecer por nós, mostrando-nos seu amor através de tantos sofrimentos.

Que Deus é este, que usa sua onipotência não para se poupar, mas para amar ainda mais intensamente!

Post 2 de 3, baseado na meditação "Desejo de Jesus de sofrer por nós" de Santo Afonso Maria de Ligório.

Segunda reflexão aprofundando a união entre amor divino e onipotência na Paixão de Cristo

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Jesus Cristo sentado com discípulos ao redor de mesa da Última Ceia, expressão de amor intenso no rosto, mãos abertas em gesto de entrega

"Tenho Sede de Sofrer Por Ti"

Jesus disse aos apóstolos: "Tenho de ser batizado com um batismo: e quão grande não é a minha ansiedade até que ele se cumpra" (Lc 12,50). Santo Afonso nos explica que nosso Senhor usou a palavra "ansiedade" para mostrar o quanto desejava morrer por nós.

Imagine só: o próprio Deus suspirava pela chegada da sua Paixão! Não porque gostasse de sofrer, mas porque sabia que era pelo sofrimento que nos mostraria a medida do seu amor. O Senhor veio "acender o fogo do divino amor" nos corações, e sabia que nada cativaria mais nosso amor do que vê-lo entregar sua vida por nós.

Na véspera da Paixão, Jesus disse aos discípulos: "Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco". Como se dissesse: finalmente chegou o tempo pelo qual tanto suspirei — o tempo de mostrar a vocês quanto os amo através dos meus sofrimentos.

Post 1 de 3, baseado na meditação "Desejo de Jesus de sofrer por nós" de Santo Afonso Maria de Ligório.

Primeira reflexão sobre o ardente desejo de Cristo de sofrer por nós como prova suprema do seu amor

Fontes desta publicação:Meditação