São Bento — O Estudante Rico Que Trocou Roma por uma Gruta
Os pais de Bento eram ricos e fizeram o que qualquer família nobre faria por volta do ano 500. Mandaram o filho a Roma para estudar. Ele largou tudo. As companhias que encontrou lá viviam ao léu, e o jovem preferiu uma gruta em Subiaco a uma carreira brilhante no meio de gente que o corrompia.
Ficou três anos sozinho naquele Sacro Speco. Foi ali que amadureceu o que mais tarde escreveria na Regra, uma frase que ainda incomoda: "o ócio é inimigo da alma". Bento não temia o trabalho nem a oração. Temia as horas soltas, sem destino.
Daí o ora et labora. Ele repartia o dia dos monges entre rezar e trabalhar com as mãos, e chamava o trabalho de extensão da oração.
Hoje o ócio tem outro nome e cabe no bolso. Faça como Bento fez com os seus monges — dê a cada parte do dia uma hora certa, uma para o serviço, outra para a Palavra de Deus, e não entregue as brechas ao acaso.
São Bento deixou os estudos em Roma por uma gruta em Subiaco e, na Regra, ensinou o equilíbrio entre oração e trabalho contra o ócio da alma.