Santo do Dia
240d
Santa Isabel da Hungria — A Princesa que Escolheu os Fétidos
Viúva aos 20 anos, filha do trono da Hungria, Isabel tinha todas as portas abertas para voltar ao palácio. Escolheu outra coisa — entrou na Ordem Terceira Franciscana e foi cuidar dos doentes que ninguém queria tocar.
Os fétidos. Aqueles cujo cheiro afastava até os enfermeiros. Isabel os visitava, os lavava, os assistia. Não como quem faz caridade de longe, mas como quem troca o perfume da corte pelo odor das feridas.
Morreu aos 24 anos. Muitos já a chamavam de santa.
A radicalidade dela não estava em desprezar a nobreza, mas em entender que Cristo nos pede para estar onde ninguém quer estar. Não basta dar esmola — às vezes é preciso sentar ao lado, tocar, cheirar o sofrimento alheio.
Hoje, quem são os fétidos que evitamos? Aquele parente difícil, o colega problemático, o mendigo que nos incomoda. Isabel nos mostra que santidade pode significar simplesmente ficar.
Santa Isabel da Hungria, princesa viúva aos 20 anos que escolheu pobreza franciscana para cuidar pessoalmente dos doentes mais repugnantes, demonstrando caridade radical pela presença física junto aos que sofrem