Existe uma novena antiga na Igreja que nos convida a contemplar algo que muitos preferem evitar — as mãos ensanguentadas de Jesus. Não são mãos simbólicas, são as mãos reais do Filho de Deus que seguraram pregos, que suportaram dor inimaginável.
Esta devoção nos lembra que Cristo não nos salva de longe. Ele enfiou as mãos na nossa miséria, literalmente. Aquelas chagas abertas são a prova de que Deus conhece o sofrimento por dentro, não por teoria.
Rezamos esta novena quando estamos sem forças, quando carregar a cruz parece impossível. Porque se aquelas mãos aguentaram ser pregadas na madeira, elas têm poder para nos levantar agora.
Jesus coloca Tuas mãos benditas, ensanguentadas, chagadas e abertas sobre mim neste momento.
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Sinto-me completamente sem forças para prosseguir carregando as minhas cruzes. Preciso que a força e o poder de Tuas mãos, que suportaram a mais profunda dor ao serem pregadas na Cruz, me reergam e me curem agora.
Jesus não peço somente por mim, mas também por todos aqueles que mais amo. Nós precisamos desesperadamente de cura, física e espiritual, através do toque consolador de Tuas mãos ensanguentadas e infinitamente poderosas. Eu reconheço, apesar de toda a minha limitação e da infinitude dos meus pecados, que és Deus Onipotente e misericordioso para agir e realizar o impossível.
Com fé e total confiança posso dizer — Mãos ensanguentadas de Jesus, mãos feridas lá na Cruz! Vem tocar em mim. Vem Senhor Jesus! Amém.
Esta oração não é bonita no sentido decorativo. Ela é crua, direta, desesperada até. Deus recebe nossa dor sem filtros. Ele não Se ofende com nossa fraqueza exposta. Ele Se ofende quando fingimos não precisar Dele.
As mãos de Cristo continuam marcadas mesmo depois da Ressurreição — João 20 testemunha disso. Ele guardou as chagas. Cada vez que olhamos para elas, lembramos — este é o preço que Ele pagou para nos tocar, para nos curar, para nos levantar quando caímos.