Pedro Confessou Cristo e Acordou Acorrentado
Simão Pedro disse na frente de todos que Jesus era "o Messias, o Filho do Deus vivo" (Mateus 16,16). Ouviu de volta a maior bênção do Evangelho e um nome novo, "tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja" (Mt 16,18).
Algum tempo depois, esse mesmo Pedro acorda acorrentado entre dois soldados, na cela de Herodes, esperando a espada que já tinha matado Tiago (Atos 12,1-11).
Repare na sequência. A confissão veio primeiro, as correntes vieram em seguida. Quem reconhece quem Cristo é não ganha um passe para uma vida mais fácil. Ganha uma cruz com o próprio nome escrito nela.
A gente costuma querer o crachá sem a conta. Gostamos de nos dizer cristãos, de defender a fé numa conversa, e torcemos para que isso nunca custe um emprego, uma amizade, o conforto de passar despercebido. Paulo não pediu esse desconto. Da prisão, perto do fim, ele escreve: "combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé" (2Tm 4,7).
A coroa da justiça que ele espera não vem no lugar do combate. Vem depois dele. Confessar Cristo de boca é fácil num domingo de sol. O teste é quando a confissão custa alguma coisa, e você descobre se acredita mesmo no que diz.
Leituras de hoje: Atos 12,1-11 • Salmo 33(34) • 2 Timóteo 4,6-8.17-18 • Mateus 16,13-19
Na Solenidade de Pedro e Paulo, a confissão de Pedro em Cesareia e a prisão de Atos 12 mostram que reconhecer Cristo leva ao combate antes da coroa.